Os seios da atriz, a instrumentalização da realidade e os donzelões


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#SeminarioDeZuerologia – Pouca gente entendeu a mensagem semiológica da atriz que, esses dias, quando muito se tem repetido que “a mamata vai acabar”, protestou contra o presidente Jair Bolsonaro justamente mostrando as mamas.

Não eram, há que se admitir, copiosas o suficiente para contemplar as sinecuras de todos aqueles que pretendem mamar nas tetas do estado – e aqui é mais uma alusão ao caráter semiológico do protesto – mas aquele par de seios, encimados pelo jargão “Ele não”, suscitou uma discussão estética que, no meu singelo entender, revelou, mais uma vez, que a chamada “direita true” de Terrae Brasilis é composta, em grande parte, por dozenlões.

Isso porque, na ausência de contraposição mais inteligente ao ato da moça, (cujo nome tive que ir pesquisar no Google), muitos passaram a forçar um riso amarelado, enquanto apontavam para ela com o dedo da mão esquerda (pois a mão direita tentava disfarçar um princípio de ereção), e diziam frases do tipo: “Olha lá, que peitos moles kkkkk” ou “tá baranga, heim?! Os peitos parecem o Nestor Cerveró”.

Nietzsche, em “Assim falava Zaratustra”, disse que “Há na terra muitas boas invenções, umas úteis, outras agradáveis; (…) E algumas invenções são tão boas que, como o seio da mulher (* Sem grifos no original), são úteis e agradáveis ao mesmo tempo. A vós, porém, fatigados do mundo e preguiçosos, é preciso sacudir-vos com vergastas! É necessário aligeirar-vos as pernas com vergastadas!”, pois é de vergastadas no lombo que muitos por aí precisam, pois o episódio mencionado no presente texto revelou, para ser otimista, que muitos brasileiros ainda são capazes de negar, na maior cara de pau, alguns dados concretos da realidade, só para se opor a determinado ponto de vista e, o que é mais grave ainda, para simplesmente boquetear o político por quem nutrem simpatia, como, no caso presente, o presidente Jair Bolsonaro.

Expliquemos.

Qualquer homem (do sexo masculino) com o mínimo de bom senso, haverá de divergir veementemente da afirmação de que a tal atriz é uma baranga e que seus seios estão um mamão.

Pelo contrário! Muitos dos que proferiram tal despautério, se não forem cegos ou bichas enrustidas, o fizeram – ou seja, negaram uma verdade concreta evidente – somente porque a moçoila protestou contra o presidente.

Aqui, cabe frisar, não cabe relativização. Não me venham, portanto, falar que a “Coisa em si”, no que se atine à beleza, não pode, em sua essência ser experimentada pelo ser humano, pois esse jogo de palavras apenas corrobora o papo das feministas – que você mesmo deve criticar, né, bonitão?! – sobre padrões.

Quem, por exemplo, em sã consciência, solteiro – ou fora de qualquer vigilância – se furtaria de dar uns pegas na dita cuja, caso ela desse mole numa festa?

Quantos de vocês, donzelos, já pegaram ainda que pagando coisa melhor?

O caso revela, pois, que ainda prevalece em nossa pátria o descaramento, capaz de negar o óbvio, para defender algo ou alguém.

Que se danem os fatos”, poder-se-ia dizer no caso presente, que, no fim das contas é inócuo, mas que abre (mais) um precedente perigoso, pois quem assim age hoje em relação aos seios da atriz, vai negar qual dado da realidade para defender seu ponto de vista?

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