Após demissão, ex-presidente do INEP manda carta em Pajubá para Bolsonaro… e ele entende


BRASÍLIA – A crônica de uma demissão anunciada.

Assim poderia ser intitulado o episódio da demissão da então presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira-INEP. na verdade, o autor do presente texto só queria mesmo parecer culto ao aludir ao título do livro de Gabriel Garcia Marquez.

Referido instituto, que é responsável pela elaboração do ENEM, foi duramente criticado, na pessoa de sua presidente, pelo então candidato Jair Bolsonaro, pelo fato da prova de 2018 ter mencionado, em uma das questões, o “Pajubá”, dialeto até então secreto dos travestis.

A questão da prova pegou muita gente de surpresa, levando alguns educadores a sugerirem a contratação de travestis para lecionarem o dialeto nos cursinhos preparatórios para o ENEM.

A ideia, no entanto, foi rejeitada pelo governo Bolsonaro, que em mais um ato de homofobia, optou por exclui o Pajubá das futuras provas do exame.

Como se não bastasse a homofobia, Bolsonaro também protagonizou um ato de machismo, ao demitir a presidenta do INEP, que era uma mulher do sexo feminino, colocando em seu lugar um homem, reforçando, deste modo, o falocentrismo do atual governo brasileiro.

Indignada, a agora ex-presidente do INEP, enviou uma carta ao presidente da República escrita em Pajubá.

Como a carta foi extraviada, foi reenviada, mas retornou três vezes com a informação de que o destinatário não se encontrava em casa, a remetente optou por enviar um e-mail, cujo recebimento foi confirmado na manhã de hoje pelo Planalto.

Assessores que não quiseram revelar a identidade afirmaram que escutaram gargalhadas do presidente da República em seu gabinete, e ao irem até o local, o viram lendo a missiva na tela de seu computador.

Fui olhar o que ele estava lendo, mas não entendi nada, porque estava escrito em Pajubá”, disse um assessor.

Ele também revelou que o presidente, em vez de se sentir ofendido com os impropérios, achou até engraçado o conteúdo.

Ele disse que era patética aquela carta e me pediu para ler, para ver se eu concordava, mas eu não consegui entender nada do que tava escrito”, lamenta.

O assessor conta que, em seguida, perguntou ao presidente como ele havia aprendido Pajubá, mas que Sua Excelência, ficando repentinamente sério, se recusou a prosseguir o assunto.

Em contato com nossa reportagem, o porta-voz da presidência disse que o Planalto não vai falar a respeito do ocorrido.

* Leia o livro “O Lula tá preso, babaca”, de Joselito Müller.

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