Um texto definitivo sobre transsexualismo – publicado na Facebrasil Magazine, 09/17, Orlando, Flórida.


Mal cheguei à festa e escutei meu nome sendo pronunciado pela gutural voz do meu amigo Demétrios, que do outro lado do salão se soltou do meio de uma ciranda de roda, veio ao meu encontro com sua inconfundível simpatia de cretino e me abraçou efusivamente.

– Quanto tempo, hein, seu filho da mãe?! – disse indicando o caminho do local em que estavam vendendo cerveja.

Demétrios era um membro honorário de nossa turma de amigos da época da faculdade, quando as bebedeiras estavam em ordem de prioridade diante das atividades acadêmicas.

Não vou deixar os estudos atrapalhar meu alcoolismo”, costumava dizer o dito cujo.

Menos assíduos na sala de aula, onde íamos somente o tempo indispensável para não reprovar por faltas, fazíamos das mesas dos bares a sede de nossa confraria, e por ironia do destino, naquele dia, anos após perdermos o contato quase por completo, o encontrei numa festa junina no Setor II da universidade.

– Voltamos à universidade, mas para festejar – brinquei – Me diz uma coisa, bicho: que diabo era aquilo? Você tava dançando ciranda? – gargalhei após perguntar.

– Antigamente eu me privava de muita coisa só para não perder a fama de reacionário – respondeu ele rindo, aludindo ao fato de nós, no passado, termos como um dos passatempos mais divertidos fazer piadas com a esquerda festiva do departamento, que em todos os eventos inventavam de fazer cirandas, nas quais entoavam canções engajadas, e gritavam palavras de ordem.

– Na verdade, meu prezado Fortunato, eu me entrosei com essa galera só para comer mulher – falou descaradamente o salafrário e ambos caímos na risada.

– Mas devo confessar que mudei, sim, alguns conceitos que tinha antigamente – confidenciou.

Demétrios comprou duas latas de cerveja e já com o semblante sério, apontou para um lugar ainda mais distante do som e falou com ar sereno:

– Você, desde aquele dia, não voltou mesmo a falar com o Tonhão?

Ele se referia a um amigo em comum com quem tive um desentendimento certa noite, ocasião em que chegamos a trocar porrada e fomos contidos pelos demais.

Estávamos todos bêbados e eu me aproveitei de minha condição etílica para jurar de pés juntos que não lembrava como a briga havia começado.

Obviamente eu estava mentido, pois jamais poderia esquecer que no dia eu havia levado Mara B, uma menina que pagava a cadeira de hermenêutica na mesma turma que eu, e Tonhão, aproveitando um momento em que precisei ir ao banheiro, meteu um beijo na dita cuja e, pior, ela correspondeu.

Há semanas que eu estava cozinhando o juízo dela e naquele dia, quando ela aceitou meu convite para ir tomar umas cervejas, pensei que havia chegado o momento de seduzi-la.

Eu nunca fui muito habilidoso com as mulheres, diferentemente do filho da mãe do Tonhão.

Quando voltei do banheiro e vi o Tonhão se beijando com a fulana, não me contive e meti a porrada no sacana, que reagiu.

Dei um chute no saco dele e ele nem fez cara de dor e partiu pra cima de mim. Felizmente nossos amigos separaram a briga antes dele ter tempo de me espancar, já que era bem mais forte que eu.

– Não, Demétrios. Não voltamos a nos falar desde aquele dia – respondi finalmente.

– Ele está muito doente.

– Doente de quê?

– Câncer no colo do útero – respondeu Demétrios e eu, achando que era mais uma de suas piadas infames, gargalhei alto feito uma prostituta espirituosa.

– É sério. Quase ninguém sabia, mas o Tonhão, cá pra nós, é um homem trans…

– Tá de sacanagem comigo, não é, Demétrios?

– De modo algum. Lembra que quando a gente ia jogar bola e ele ficava na barreira durante a cobrança de faltas e nunca protegia os ovos?

– Não tinha me dado conta disso – falei.

– No dia em que vocês brigaram, lembra que você deu um chute no saco dele e ele nem ligou?

– Caralho, Demétrios, foi mesmo.

– Pois é, cara. Ele com aquela arrogância de machão, ficava sempre adiando a ida ao ginecologista, então quando a doença foi descoberta, já estava num estágio bem avançado. Não estou dizendo que é irreversível, mas se eu fosse você, fazia as pazes e ia visitar ele… Vocês eram bons amigos, pô.

Embora eu tivesse rompido com Tonhão há anos, minha tristeza ao receber notícias de seu estado de saúde foi indisfarçável.

Apesar dele ser um fura olho, mulherengo pra cacete, pensei que deveria vencer meu orgulho e me reaproximar antes que ele encontrasse seu provável e iminente destino funesto.

– Vou visitá-lo amanhã sem falta – falei já sem conseguir conter uma lágrima.

Ficamos em silêncio por alguns momentos, enquanto bebíamos nossas cervejas, até que perguntei, para amenizar o clima, se Demétrios tinha notícias de Mara B.

– É meu contato no Facebook. Se converteu ao evangelho e foi pai recentemente.

– Como?

– Foi pai de um menino esses dias.

– …

– Você nunca estranhou ela se chamar Mara B? Esse era o nome social dela. Ninguém tem um nome de batismo desse. Ela era uma mulher trans, mas virou crente e voltou a ser homem. Mário Bernardo, pode procurar lá nos meus amigos no Face. Foi pai acho que não tem nem um mês – relatou Demétrios.

Entornei a cerveja goela abaixo e amassei a latinha me questionando se havia escutado direito as revelações que meu amigo havia me feito naquela noite.

– Caramba, Demétrios. A vida é mesmo cheia de surpresas. Vamos tomar mais uma cerveja e depois até eu vou dançar ciranda – brinquei.

Compramos mais duas cervejas e antes de retornarmos ao pátio que servia de pista de dança, propus a ele que, como nos velhos tempos, fossemos embora para um puteiro.

– Hoje não tem como, irmão. Por mais que eu queira, não vou poder comer ninguém.

– Por quê? Se você estiver sem grana, pode deixar que eu pago.

Demétrios, após uma breve pausa, explicou:

– Não é esse o problema. O problema é que estou menstruado.

4 thoughts on “Um texto definitivo sobre transsexualismo – publicado na Facebrasil Magazine, 09/17, Orlando, Flórida.

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  1. DIRETO DA AGÊNCIA DÔ DEITADO NA CAMA DE PAU DURO – Joselito Muller, porra, até que em fim que o grande texto apareceu!

    A sacada do câncer do colo do útero é de arrebentar a Tabaca de Xolinha, como diz o nosso grande editor do JBF, Luiz Berto, tabaca aquela que está mais folote do que a buceta de Dilmão Pinquelão, de tanto ser chupada por aquela língua cachacista de Lapa de Rato de Caetés.

    Por falar em transsexualismo, Zé Lezin, o humorista mais fuleiro dessa zona chamada Brasil, que a gente sabe que ela não presta, mas, como diz o Roger, ama essa gatona, foi fazer um show de putaria lá no Sitio de Tauá, Teixeira, Paraiba, terra de Zé Limeira e disse que ficou assustado com o empestamento de baitolinha e baitolão.

    Ele ficou tão assustado com a ruma de homo, bis, gays, tris, trans e polis, que foi até a barbearia do seu Zé Comedor de Gente para saber por que aquela transformação tão inesperada na cidade que, do dia para a noite se transformou no imenso cabaré de viados. Para sua surpresa seu Zé Comedor de Gente, no passado não tão bem passado, um homem mais macho do que um preá de agave, se dirigiu a Zé Lezin com as mãos em posição estranha, e foi logo dizendo, olhando para o pau de Zé:

    – Zé, eu não quero desestimular você não, viu gostosão, mas te dou um grande conselho: desapareça daqui antes que teu furico seja acometido do vírus da baitolagem. Meu fio, depois que essas redes sociais invadiram o mundo, o mundo não é mais o mesmo. Você não vê eu, antes um garanhão da porra, não podia ver uma formiga mijando, hoje não posso ver uma braguilha aberta que já me começa uma coceirinha no cu.

    Foi quando Zé Lezim, percebendo o perigo da contaminação, pegou o jegue Pirre Collier, pôs a cangalha no bicho e saiu troteando mata a dentro sem olhar para trás.

    – O mundo tá estranho mesmo – pensou ele enquanto troteava no velocidade de uma trem bala muntado no jegue.

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  2. ROBERTO CARLOS E A ORGIA NO BURACO DE OTÍLIA

    Direto da agência pau quebrado – Por volta dos anos setenta o cantor Roberto Carlos já era idolatrado como o ídolo das multidões. Para onde ia fazer show, uma tonelada de gente feminina entupia o recinto de histerismo, principalmente tribufus balzaquianas ricas e mal amadas com o priquito coçando que se atiravam no palco dos shows desejando que o rei da “perna de pau” as comesse ali mesmo na frente da multidão ensandecida, porque a tesão lhes afloravam os poros, e elas estavam tendo orgasmos dentro das calcinhas. Vaca Peidona fazia parte desse palco de beduínas-ouriçadas.

    Junto com o amigo da onça, Erasmo Carlos, o terror das barangas, um dos responsáveis pela criação do movimento tabacudo intitulado Jovem Guarda, parceiro das músicas do “rei da avareza”, que todo mês de dezembro lançava um elipeido que infestava as lojas de discos de todo o Brasil, e era presente de natal obrigatório para as tabacudas e os tabacudos bestalhões que idolatravam as músicas do ídolo da “perna de pau” comprar e dar de presente aos abestalhados/as para a satisfação desse velhinho escroto do trenó.

    Roberto Carlos já era conhecido em todos os bordéis do Brasil, quando chegava para fazer seus shows, como o rei da suruba, do bacanal, da esbórnia, movidos a chá de cogumelo, cachimbada e cigarro de marijuana, que o “rei” fazia questão de levar às festas para enfiar nos furicos daqueles que não compartilhavam das suas fantasias sexuais tresloucadas.

    Vem dessa época a mania de ele fumar aquele cachimbo preto fedorento com a boca parecendo o furico da Vaca Peidona soltando bufa de batata doce, estampado na capa do elipeido intitulado ROBERTO CARLOS: PRA SEMPRE, onde está inserida a música Jesus Cristo, biografia do filho de Deus não autorizada por Edir Macedo, que até hoje lhe cobra os dízimos autorais na justiça celestial por apropriação indébita e direito de imagem.

    Com o estrondoso sucesso das músicas Jesus Cristo, Meu Pequeno Cachoeiro da Itapemirim e a lambada Minha Senhora, composta por Aurino Quirino Gonçalves – o Pinduca, o elipeido ROBERTO CARLOS: PRA SEMPRE, estremeceu as paradas cardíacas das rádios AM de todo o Brasil, incluindo a Aurora do Jumento, em Carpina, que era comandada pelo anão “Bimba Triste”, que, segundo as más línguas putistas, era menor do que a bilolinha do debiloide presidente dos ziztados zunidos, Donald Trump, eleito na punheta na eleição mais escrota do mundo!

    Com toda essa estrondosa sucessão de sucesso que se sucedia sucessivamente nos cabarés, Roberto Carlos provocou inveja no comedor de gente, o cafajeste Carlos Imperial, que fazia o programa de auditório “Esta noite se improvisa comendo uma priquita”, transmitido pela TV Record, que logo chamou o “rei do mocotó”, Roberto Carlos, a participar para comer todas as cantoras e atrizes principiantes que apareciam por lá com os priquitos coçando e doidas para fazerem sucessos a qualquer custo: Gretchen, Rita Cadilac e outras “lebretes” do mundo cão do Teatro Oficina são dessa época.

    Foi neste ano que Roberto Carlos veio fazer um show aqui em Pangeia, digo: Recífilis, se hospedando no Grande Hotel do Alto da Foice. Assim que chegou, chamou o anão “pau vermelho”, jardineiro do Grande Hotel, PhD em “pedofilogia”, mandou-o “selecionar umas quarentas putinhas cabaços nas redondezas, com idade entre doze e dezesseis aninhos” para, assim que terminasse o show ROBERTO CARLOS: PRA SEMPRE, no Geraldão, ele ir até o Buraco de Otília, para fazer a maior orgia regada a chá de cogumelo, pó de mijo de veia, trazidos da fazenda Tabé Lião, do Coronel Ludugero. Wilza Carla, que o Vudum Collo de Mello chupava e comia na Casa da Dinda, é dessa época!

    Uma hora da matina, Roberto Carlos chega ao Buraco de Otília cercado por quarenta putinhas secionadas a dedo pelo anão “pau vermelho”. Entra no quarto reservado por Quitéria, a cafetina do priquito mais folote da América Latina, e lá pratica o maior bacanal de Herodes de todos os tempos que se tem notícia em Recífilis, regado a vaselina e manteiga feita de leite de jumenta, ao ponto de no outro dia sair do cabaré direto para a maternidade MATADOURO, no Alto da Foice, com a cabeça da bimba toda esfolada, onde Liêdo Maranhão labutava como dentista e, aqui e acolá, fazia o papel de enfermeiro pau pra toda obra. Por ausência da parteira de plantão na época, foi Maranhão encarregado de engessar a cabeça da bimba do “rei do guaiamum” com gesso Vitória Qualimina, que ficou dura que só o filé ao molho madeira, segundo comentava Liêdo sirrindo de se mijar naquele seu jeito de gozador nato!

    Foi nessa época que o “rei da varejeira”, Roberto Carlos, recebeu das “meninas” que com ele treparam a alcunha de “o cabeleira da bimba à esquerda”. Até hoje se tem-se a curiosidade de saber o por quê do apelido tão escroto alcunhado no “rei”, mas dona Quitéria, apesar de ser chupada e comida por Zé Lezin com a promessa de revelá-lo para ele saber como enrabar Cinderela, não o disse e guarda o segredo a sete chaves no meio da taiada veia e cheia de pentelhos grisalhos, e disse que pretende morrer com ele não revelado, a não ser que um biógrafo fuleiro que esteja disposto a escrever suas memórias de putarias e proxenetagens, pagando 50% de adicionais de insalubridades priquitais, não previstos na CLT de Getúlio Vargas.

    P.S. Essa história da perna cabeluda não está inserida no livro ROBERTO CARLOS EM DETALHES, biografia do rei da perna de pau escrita pelo jornalista e historiador PAULO CÉSAR DE ARAÚJO, que o biógrafo preferiu omitir por atentado violento ao pudor e agressão a incapz, apesar de na época ainda não existir o ECA (eca!), mais uma lei especial tolete grosso aprovada pelo Congresso Antinacional, o Prostíbulo de Brasília, e sancionada à época pelo presidente doidão, Vudum de Mello, para encher a linguiça do ordenamento jurídico penal do patropi!

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