Ladrão vai roubar em escola ocupada e acaba sendo ressocializado em oficina de artesanato


Um fato improvável, ocorrido na manhã de hoje, confirmou uma polêmica tese no campo da criminogênesi, atestando de uma vez por todas que, na maioria dos casos, os indivíduos são levados à vida do crime pelo fato de não terem acesso ao lazer e cultura.

Um suposto ladrão, que teria entrado em uma escola que se encontra ocupada pelos estudantes desde a semana retrasada, para trabalhar, ou seja, expropriar os bens móveis da referida instituição, bem como dos que ali se encontravam, acabou sendo ressocializado e reintegrado à sociedade sem que fosse necessária a intervenção fascista da polícia.

O fato se deu na Escola Municipal Doutor Belzebú, na cidade de Lapão Roliço.

Ele pulou o muro e já veio em nossa direção portando um canivete e pedindo celular e carteira. Meus colegas, que participavam de uma oficina de beat box, correram, mas eu fiquei para dialogar com ele”, disse o estudante secundarista Edval Edinaldo Edson Evandro de Souza, de 28 anos.

O jovem também informou que, ao se aproximar do suposto meliante, argumentou que entendia que o dito cujo estava ali para roubar pelo fato de não ter tido oportunidades na vida.

Ofereci para ele uns discos do Tico Santa Cruz e do Caetano e, por coincidência, já estava para iniciar uma ciranda de roda e sugeri que ele se integrasse e ele aceitou, mas só depois de me dar duas facadas”, diz o aluno que, apesar dos pesares, não lamenta o ocorrido pois, segundo ele próprio, tem “consciência social”.

“No início notamos que ele estava meio desconfiado, mas depois ele guardou a faca no bolso e até cantarolou: ‘essa ciranda quem me deu foi Lia, que mora na ilha de Itamaracá’.

O inusitado visitante também participou de uma oficina de artesanato, onde aprendeu uma nova profissão e, de agora em diante, poderá sair da vida do crime.

Se, ao invés de cadeia, dessem esse tipo de oportunidade, não haveria mais crime”, filosofou o estudante.

Apesar do êxito em ressocializar o invasor, os alunos informaram que, horas mais tarde, após o referido cidadão ser reinserido à sociedade e ir embora portando uma cartilha que explica de modo didático os males da PEC 241, muitos notaram a subtração de vários de seus bens, como celulares, tablets e carteiras.

“Talvez haja algum entre nós que ainda não foi ressocializado suficientemente”, chegaram a especular alguns.

A polícia, contudo, não foi chamada, já que os estudantes ali presentes defendem  o fim de tal instituição.

4 thoughts on “Ladrão vai roubar em escola ocupada e acaba sendo ressocializado em oficina de artesanato

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  1. Por falar em invasão de escolas, ops,ocupação, o Roger do Ultraje deixou de ser coxinha. Por isso mudou a letra de sua famosa música. Não é mais “Nós vamos invadir sua praia”, agora é “Nós vamos invadir sua praia”.

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    1. Xará – Esses badeneirinhos estão orientados pelos fracassados PTralhas que ainda insistem nesta política Leninista/Bolivariana que não deu certo em nenhum lugar (que digam os Venezuelanos) os moleques não sabem o que estão fazendo nas escolas e os pais (de quem tem) não pega os seus bastardos pelas orelhas e mete-lhes porradas para que aprendam ter responsabilidades e saibam que os pais não duram muito tempo!

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